segunda-feira, 5 de abril de 2010

Da série: Lembranças (do Silvino)

Meus bisavôs paternos ele de origem portuguesa ela era índia (infelizmente não sei os seus nomes). Em pesquisa na internet pelo sobrenome Souza, descobri a origem.
Meus bisavôs maternos ele de origem italiana e ela também era índia (infelizmente também não sei os seus nomes). Em pesquisa na internet pelo sobrenome Cavalcanti, busquei sua origem.
Meus avôs paternos: Joaquim Barros de Souza e Fernandina Maria de Jesus.
Meus avôs maternos: Trajano Alves Cavalcanti e Josefina Alves campos.
Meus pais; Augusto Barros de Souza e Regina Alves Campos que geraram essa família maravilhosa da quais vocês fazem parte. Jaime, Silvano, Moaci, Ilma, Afonso e Manoel.
Nascemos na roça, crescemos correndo nas margens do rio São Francisco, caçando, pescando, cultivando milho feijão melancia mandioca e em fins tudo que se podia cultivar naquela região.
Em 1952 o Jaime vem para São Paulo, em 1954 foi a minha vez cheguei aqui no mês de junho um frio terrível e eu não tinha roupa de frio, imagine o que eu passei! Trabalhamos juntamos um pouco de dinheiro mandamos buscar o resto da família em 1958, e aqui trabalhamos estudamos e cada um formou a sua família.
Tivemos ima infância maravilhosa, com responsabilidade sim, mas liberdade para brincar todo o tempo que não tínhamos o que fazer, sem medo de ser atropelado ou molestado por algum malfeitor.
Viemos para essa selva de pedra aonde tudo mudou. Acabou a liberdade... Passamos a viver sob a batuta do patrão; É, mas isso é necessário é a lei patrão é patrão empregado é empregado. Aí me vem à cabeça aquela máxima que diz; eu era feliz e não sabia ou então me reporto as poesia de Casimiro de Abreu meus oito anos que diz assim "oh! Que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, naquelas tardes fagueira, às sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais." Como vocês sabem, tem outras estrofes que cabem perfeitamente aqui, não as coloco porque vai doer no coração de muita gente como dói o meu. Assim termino por aqui, lamentando que as nossas gerações não tenham vivido uma infância gostosa assim.

Silvino, 05/Abr/2010

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